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São Vicente, 13 de outubro de 2026 – A Baixada Santista é a sede principal de uma rede nacional de pesquisa científica dedicada a investigar a poluição por contaminantes emergentes em ambientes marinhos e costeiros. Com recursos iniciais de cerca de R$ 12 milhões, financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Instituto Nacional de Identificação, Quantificação, Dispersão, Riscos Ambientais e Mitigação da Poluição por Contaminantes Emergentes em Ambientes Marinhos e Costeiros (INCT-CEMAR) tem sua sede principal na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus do Litoral Paulista, em São Vicente.
Sob a coordenação do Prof. Dr. Denis Moledo de Souza Abessa, o INCT-CEMAR articula uma rede colaborativa multidisciplinar que reúne mais de 100 cientistas e especialistas do Brasil e do exterior. A iniciativa coloca a região no centro de uma articulação científica de alcance nacional e internacional, voltada à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de soluções para os desafios da poluição marinha e costeira. O foco central das pesquisas é investigar os impactos dos chamados contaminantes emergentes: substâncias como resíduos farmacêuticos, plásticos, nanomateriais utilizados em diferentes aplicações tecnológicas, pesticidas e biocidas. Mesmo quando presentes em baixas concentrações, esses contaminantes podem representar riscos aos ecossistemas, à biodiversidade marinha e à saúde humana.
A atuação do INCT-CEMAR está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial o ODS 14 (Vida na Água), e aos compromissos globais estabelecidos pela Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).
As investigações e ações desenvolvidas pelo INCT-CEMAR abrangem o diagnóstico e o monitoramento da contaminação ambiental, a avaliação de riscos ecológicos e à saúde humana, o desenvolvimento de tecnologias de mitigação e a produção de dados científicos que possam subsidiar a formulação de políticas públicas, regulamentações ambientais e estratégias de conservação.
